Igrejas novas: soluções exclusivas adaptadas a cada comunidade paroquial, a partir do programa-base definido pela respectiva Diocese e em conformidade com as normativas litúrgicas do Concilio Vaticano II 

Para cada igreja, concepção e execução de projecto de arquitectura de acordo com programa inicial definido pela respectiva Diocese, complementado pelo pároco e pela comissão de obras da paróquia representando a Fábrica da Igreja, no sentido de integrar as exigências funcionais especificas da comunidade paroquial. O projecto tem em conta as normativas litúrgicas definidas pelo Concilio Vaticano II e ainda as orientações do Patriarcado de Lisboa. Fornecimento de estudo prévio e maquete de volumes para aprovação pela Comissão de Arte Sacra da Diocese e apresentação aos paroquianos, elaboração de projecto de licenciamento para aprovação camarária, projecto de execução e caderno de encargos; orçamentação para concurso público de empreitada. 
Valorizamos particularmente neste tipo de projectos o trabalho de equipa com todos os intervenientes e o acompanhamento exaustivo da obra, que consideramos indispensáveis para alcançar soluções consensuais, económicas mas harmoniosas e dignas como convém à Casa de Deus.
 
1990: Igreja de S. José – FUNCHAL (consagrada em Julho de 1994)
1994: Igreja de St.º Amaro – FUNCHAL (consagrada em Fevereiro de 2000)
1996: Igreja dos Álamos – FUNCHAL (consagrada em Setembro de 2004) 
1996: Igreja do Atouguia – CALHETA (início da construção previsto para 2010)
1999: Igreja das Eiras – SANTA CRUZ (consagrada em Agosto de 2001)
1999: Igreja da Nazaré – FUNCHAL (consagrada em Dezembro de 2002). Projecto em co-autoria com o Arq.º Rafael Botelho e a Arq.ª Teresa Ferraz 
2002: Igreja do Jardim da Serra – CÂMARA DE LOBOS (consagração prevista para Outubro de 2009)
2003: Igreja das Feiteiras – SÃO VICENTE (consagração prevista para Setembro de 2009)
2006: Igreja da Ribeirinha – FAIAL, AÇORES (inicio da construção previsto para 2011)
2007: Igreja de Pedro Miguel – FAIAL, AÇORES (inicio da construção previsto para 2010)

Recuperações e restauros em edifícios classificados: apoio ao Bispo do Funchal e cooperação com a Direcção Regional dos Assuntos Culturais da Região Autónoma da Madeira, em diálogo com a Direcção Geral dos Monumentos Nacionais. Reversibilidade das intervenções sem prejuízo da dignidade e consistência do conjunto arquitectónico.
 
MONUMENTOS NACIONAIS

1996: CONVENTO DE SANTA CLARA – Funchal: 
A pedido da Comissão de Arte Sacra da Diocese do Funchal, o nosso gabinete efectuou uma vistoria ao convento de Santa Clara, para análise das patologias do edifício para posterior restauro. Este trabalho foi acompanhado pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais em ordem à planificação das intervenções, nomeadamente a consolidação de uma arcada a ameaçar ruína no claustro poente. Foi estudado o processo de recuperação do coro alto da igreja, bem como de fachadas e caixilharias do convento e ainda das capelas do claustro principal, trabalhos estes que vieram a ser implementados pela Direcção de Serviços do Património da DRAC com fiscalização da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais. O nosso gabinete acompanhou a recuperação das capelas do claustro principal, que foi executada pelo Atelier da Junqueira.
 
1998: IGREJA DO COLÉGIO DOS JESUÍTAS – Funchal
A intervenção do nosso gabinete (adaptação do altar-mór às orientações litúrgicas do Concilio Vaticano II) ocorreu no âmbito de um projecto global de conservação e restauro (recuperação das fachadas, substituição da cobertura, restauro do tecto pintado sobre madeira da nave da igreja) promovido pelo Governo Regional da Madeira através da Direcção Regional dos Assuntos Culturais sob supervisão do IPPAR (Instituto de Património Arquitectónico).        
A adaptação de igrejas antigas à evolução da liturgia nem sempre resultou bem; foi o que sucedeu na igreja do Colégio que, há cerca de vinte anos, foi sujeita a uma adaptação destinada a conformar o espaço de culto com as directivas do Concilio Vaticano II. O altar foi então colocado no centro do transepto, construindo-se para o efeito um estrado central à frente da balaustrada original. O espaço reservado à assembleia de fiéis ficou assim reduzido, o altar muito mal iluminado e boa parte dos fiéis atrás do celebrante; felizmente, era uma solução reversível que não prejudicava a estrutura da igreja, o que facilitou o estudo e a correcção desta situação.
Em diálogo com o Senhor Bispo do Funchal, D. Teodoro de Faria, com a Comissão de Arte Sacra, com o Reitor do Colégio, Senhor Cónego Tomé Velosa, com o Director Regional dos Assuntos Culturais Dr. João Henrique da Silva, e com a Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, o nosso gabinete apresentou uma proposta para a referida correcção.
Havia que ter em consideração o pavimento e o lambri da capela-mor, conjunto muito interessante e único na Madeira, com embutidos de mármore e no centro a sepultura da fundadora da capela D. Helena Bettencourt e Vasconcelos. Esta sepultura apresentava, para além da inscrição, um belo baixo relevo em pedra de ansã com as armas da família. Propusemos a construção de um estrado em madeira de casquinha maciça ocupando o menor espaço possível sem prejuízo da funcionalidade litúrgica do conjunto. Foi prevista uma abertura no estrado de modo a permitir ver e estudar a pedra tumular, protegida do desgaste provocado pela circulação de pessoas por uma lâmina de vidro temperado e valorizada com iluminação fluorescente lateral. Foi ainda construído um estrado separado para o ambão, de modo a manter visível o pavimento original assim como o belíssimo lambri em mármore policromado. Completou-se o conjunto com um altar de talha antiga adaptado a Mesa da Eucaristia e com um ambão que foram adquiridos pela Diocese do Funchal para este fim.
Todo este trabalho de adaptação da capela-mor às novas directivas litúrgicas fez-se com respeito pelo conjunto arquitectónico e decorativo preexistente, utilizando materiais adequados e da melhor qualidade, tendo em consideração que a nova solução deveria ser reversível, fácil de alterar ou até de eliminar, em caso de futuras alterações à liturgia celebrativa. De facto, reconhecemos que a reversibilidade é uma regra de ouro, a observar em todas e quaisquer intervenções em igrejas antigas, sem no entanto revestir um aspecto precário ou provisório. Tais intervenções devem pelo contrário afirmar-se como elementos de dignificação do espaço litúrgico, mas suficientemente flexíveis e adaptáveis a ulteriores evoluções, já que as igrejas são espaços vivos, marcados pela dinâmica das comunidades de crentes que servem.
        
1998: SÉ CATEDRAL – Funchal
No âmbito do serviço de consultoria prestado ao Bispo Diocesano do Funchal, o nosso gabinete acompanhou a obra de restauro do tecto da capela-mor que envolveu: caracterização dos trabalhos a executar, análise dos projectos de consolidação e recuperação do tecto, selecção das equipas, acompanhamento do trabalho de restauro e análise do correspondente relatório final. 
Este processo foi acompanhado pela Direcção Regional dos Assuntos Culturais da Região Autónoma da Madeira e pela Direcção Geral dos Monumentos Nacionais.
 
EDIFÍCIOS CLASSIFICADOS DE INTERESSE REGIONAL OU LOCAL  
O processo de recuperação destes edifícios passa por uma análise das suas patologias, dando particular atenção aos problemas de protecção da sua caixa mural. Envolve normalmente a recuperação ou substituição de coberturas, a revisão das caixilharias, a eliminação de vestígios de humidade e de salitre. Concluído o processo de protecção do edifício relativamente aos factores de degradação identificados, inicia-se o processo de recuperação e valorização do interior do templo, seguindo a hierarquia dos espaços sagrados: altar-mór, sacristia, capelas laterais, nave da igreja, coro, salas de catequese. Estas intervenções estão condicionadas a um projecto, sujeito à apreciação e aprovação da Comissão de Arte Sacra da Diocese e da Direcção Regional dos Assuntos Culturais.
 
1994: Igreja da Ponta Delgada – SÃO VICENTE
1999: Capela da Encarnação – FUNCHAL
2000: Recolhimento e Igreja do Bom Jesus – FUNCHAL
2001: Capela de Nossa Senhora da Ajuda – FUNCHAL
2004: Igreja do Curral das Freiras – CÂMARA DE LOBOS
2004: Igreja de Nossa Senhora da Piedade – PORTO SANTO
2004: Seminário Diocesano do Funchal em Santa Luzia – FUNCHAL
2005: Seminário Diocesano do Funchal no Jasmineiro – FUNCHAL
2005: Paço Episcopal e Câmara Eclesiástica – FUNCHAL
2005: Capela de São Pedro – PORTO SANTO
2008: Igreja de São Jorge - SANTANA

Recuperações e intervenções em templos e conventos não classificados
O processo de recuperação destes edifícios é idêntico ao dos edifícios classificados de interesse regional e local. As intervenções estão condicionadas a um projecto, sujeito à apreciação e aprovação da Comissão de Arte Sacra da Diocese, e desenvolvem-se em conformidade com o “Regulamento de recuperação de edifícios de arquitectura religiosa histórica” aprovado pelo Bispo do Funchal em Fevereiro de 2003.

1994: Ampliação da Igreja da Graça – FUNCHAL (consagrada em Março de 2004) 
1994: Torre Sineira da Igreja da Visitação – FUNCHAL  
1995: Igreja dos Prazeres – CALHETA
1996: Igreja da Fajã do Penedo – SÃO VICENTE  
1997: Capela e Santuário do Terreiro da Luta – FUNCHAL  
1997: Capela das Lombadas – SÃO VICENTE
1997: Igreja do Santo da Serra – SANTA CRUZ  
2000: Capela do Lar da Terceira Idade da Calheta – CALHETA  
2000: Capela da Aldeia da Paz – SANTA CRUZ  
2001: Capela de Nossa Senhora de Fátima – SÃO VICENTE
2002: Capela de Movimento de Renovação Carismática – FUNCHAL
2002: Igreja de Santa Rita – FUNCHAL
2004: Residência Paroquial de São Vicente – SÃO VICENTE 
2004: Residência Paroquial de São Gonçalo – FUNCHAL
2005: Salas de Catequese da Igreja do Campanário – RIBEIRA BRAVA
2006: DOMUS EMAUS na Achada – FUNCHAL
2006: Abrigo de Nossa Senhora de Fátima – FUNCHAL
2006: Residência do Bispo Resignatário – Calçada da Cabouqueira – FUNCHAL 
2006: Igreja da Quinta Grande (benção e consagração do altar em Julho de 2009)
2007: Igreja do Campanário
 
Centros sociais e paroquiais
Concepção e realização de projectos de arquitectura de acordo com programa preliminar apresentado pelo promotor ou planificado em diálogo com este, mediando as negociações com as entidades oficias (Diocese, Serviço de Segurança Social, Câmara Municipal) e estudando as soluções adequadas com orçamentação e proposta de alternativas económicas, funcionais e estéticas.
 
1996: Salão Paroquial do Carmo - CÂMARA DE LOBOS   
1997: Lar da Terceira Idade da Ponta Delgada - SÃO VICENTE   
2000: Centro de Dia do Carmo - CÂMARA DE LOBOS 
2005: Centro Pastoral de São Francisco Xavier – CALHETA